quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fantasias Femininas

Em uma roda de conversas entre amigas surge uma pergunta - que tipo de fantasia? Mães, companheiras, amantes guerreiras do dia-a-dia, sonhadoras, felizes e acima de tudo mulher. Mulheres que amam e querem ser amadas; mulheres que sentem desejos e são desejadas, sempre presentes na vida do homem, fonte de desejos e de inspiração, trazem dentro de si fantasias muitas vezes impossíveis de serem ralizadas. Sensuais usam e abusam do seu poder, fonte perene de vida e de gozo. Fantasias?! Talvez.
- Ao sair do carro com seu cigarro em punho, botas a altura do joelho, sensual como nunca imaginara, olha para os lados vê-lhe cercada pela multidão que admiravelmente para! Roupa de couro, moto gigante, botas, luvas, cabelos longos que são soltos ao ser retirado da sua cabeça seu capacete preto. Ninguém imaginava de onde surgira tão atraente  mulher, bela, de corpo e boca sensual. Senta-se com a amiga que havia chegado de carro e aguarda as outras que estão por vir. Livres condicionalmente, sabem do perigo que correm por conta da tal liberdade. Cada uma com seus sonhos, seus desejos, alguns deles não podem ser revelados nem mesmo as suas melhores amigas, outros mais simples como um beijo roubado, barriga sarada, vinho, corpos suados, salto alto, lingerie vermelha, preta, branca, cada uma com sua cor predileta. Somos assim, mulheres que sonham, simplismente mulheres!!!



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Duas Vezes Você

Se a saudade não doesse assim,

Nem tão grande fosse a solidão,

Se eu soubesse gostar só de mim,

Te expulsava do meu coração,

Se eu pudesse não ser como sou,

E aprendesse como te odiar,

Mas só sei sentir amor,

Você sabe que ganhou,

Mas não vou me entregar,

Todos os meus sonhos são teus,

Pois comigo você sempre está,

Mesmo quando eu penso em Deus eu só sei te lembrar, te lembrar.

Se fosse preciso escolher em te amar ou poder te esquecer,

Sei que o meu coração pediria,

Duas vezes você

(César e Paulinho)








sábado, 27 de março de 2010

Saudades

Hoje amanheci com o coração apertado de saudades de você meu Pai, da tua alegria, mesmo na hora da dor. Saudades do teu sorriso, das brincadeiras que fazia com todos, mesmo quando não os conhecia. Fico imaginando se pudesse voltar ao tempo, voltaria a ser criança só para aproveitar os momentos com você, andar no seu ombro, segurar a tua mão, quando atravessava os becos com medos dos causos contados pelos mais velhos. Quando mocinha, quantas vezes dizia para seus colegas que não me conheciam que eu era a sua namorada (rsrsr). Sempre brincalhão, conquistava a todos, irritava outros também (rsrsr). Saudades de assistir tv contigo, enquando fumava o seu cigarro, mesmo não me agradando; de ouvir você me pedir água, estando tão próximo ao filtro; de me chamar...
_ filha vem cá dá um xero no pai.
Quando me pedia para colocar sua comida.
_ muito ou pouca? E sempre me respondia...
_ médio!
 A tua falta é muito grande Pai, me entristeço de não mais poder vê-lo, mas guardo as lembranças boas, pois são elas que me fortalece, a lembrança do teu sorriso me dá vida. Sei que um dia, em algum lugar vamos nos encontrar novamente e essa saudade vai acabar. Te amarei eternamente.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone


A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM


A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...


Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service


A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD


A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email


O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também


O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike


Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato


Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...


A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!


A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
.... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

Luiz Fernando Veríssimo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

No silêncio da noite

Estou só no silêncio dessa noite
A espera do momento em
Que nossos corpos voltem a se tocar,
No silêncio dessa noite.


Aqui, somente o vento fala.
Sussurra o teu nome aos quatro cantos
Pois, o meu corpo espera ansioso pelo teu.
E descubro com o toque suave das tuas mãos,
Que o nosso amor não morre ao amanhecer.


(Giomara Gomes 19/02/2010)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

                                                                                São Gabriel
Cidade de muitas histórias e muita cultura.

(Fotos: Jair Alves)